O Programa Estadual de Transplantes (PET) ultrapassou o recorde de doações de órgãos no estado do Rio: 110 até agora, três a mais do que em 2004, quando foram doados 107 órgãos. A previsão é que esse número aumente ainda mais até o final do ano, fechando com 50% mais doações do que 2010. Para se ter uma ideia desse crescimento, o programa recebeu 80 doações no ano passado e apenas 67 em 2009.
O intenso trabalho da equipe do PET é um dos fatores que explica esse aumento, juntamente com uma série de medidas criadas pelo Governo Estadual em abril de 2010, quando o programa foi criado.
“As doações passaram a ser mais bem organizadas no estado. Hoje, temos o Disque-transplante, que é o 155, uma sede própria e podemos contar com helicópteros e viaturas para transportar nossa equipe e os órgãos doados. Além disso, instituímos uma remuneração suplementar para os profissionais que realizarem procedimentos de captação e implante de órgãos e estamos oferecendo cursos de capacitação para a equipe do PET. Posso afirmar que temos um grupo extremamente motivado para fazer o seu melhor”, conta o coordenador do PET, Eduardo Rocha.
No topo da lista dos órgãos mais doados estão rins, fígado e córneas, justamente os mais procurados para transplantes. Entre os menos doados, coração, pulmões e pâncreas, devido a restrições técnicas relacionadas aos doadores, como idade, obesidade, dentre outras.
Para viabilizar os transplantes, a SES firmou recentemente parcerias com os hospitais Adventista Silvestre, São Vicente de Paulo, Quinta D'Or, Pró-Cardíaco e Hospital de Clínicas de Niterói. Além disso, a Secretaria está estudando a viabilidade de construir ou reformar um hospital público dedicado à realização dos transplantes. As unidades conveniadas são obrigadas a cumprir metas qualitativas como, por exemplo, que os resultados dos transplantes sejam minimamente equivalentes à média nacional, divulgada trimestralmente pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Atualmente, 29 hospitais e clínicas possuem convênio com a SES para a realização de transplantes.
Apesar do trabalho intenso e das consequentes melhorias, ainda há muito a ser feito.
“Queremos criar nos próximos meses as Organizações de Procura de Órgãos - equipes especializadas na identificação, manutenção, captação de órgãos e tecidos para transplante e entrevista familiar. A distribuição dos órgãos captados continuará a ser feita pela Central Estadual de Transplantes”, afirma Eduardo.
Além disso, o setor está aprimorando seu sistema de tecnologia da informação e no aperfeiçoamento logístico para superar as suas próprias metas.
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