Nesta segunda-feira, 22 de novembro, comemora-se o “Dia da Música”. A palavra (música) vem do grego "mousikê", que tem como significado, a arte das musas. Dessa forma, incluía também a poesia e a dança. E o que todas elas têm em comum? O ritmo!

Não se sabe ao certo quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair ritmo, som, melodias. Diferentemente de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registrada. Sendo assim, fica ainda mais difícil tentar delimitar o "nascimento" dessa expressão.
Porém, pode-se afirmar que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque a partir dele o homem vai começar a buscar outras manifestações, como assobios, uivos, gritos, que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música em seu estilo mais primitivo.
A Música na Antiguidade
Na antiguidade, a música parecia estar presente entre todas as civilizações, na maioria das vezes, com caráter religioso. Como a prioridade da música era comunicar, havia o predomínio do recital de palavras; não existiam, na época, muitos instrumentos musicais e os poucos existentes não eram muito utilizados.

Entre os gregos, a melodia ainda era bastante simples, pois até então não conheciam a harmonia (combinação simultânea de sons). Para acompanhar as músicas, usavam a lira - daí o termo `lírico`, utilizado também na poesia.
Em seguida, a lira deu lugar à cítara e ao aulos (um instrumento de sopro, ancestral do oboé).
Entre os povos de origem semita, principalmente aqueles localizados onde hoje é a Arábia, a música também tinha a “função” de acompanhar a dança. Os judeus e os chineses já utilizavam a música. Contudo, na China, o conhecimento relacionado aos instrumentos musicais era mais avançado - o conceito de orquestra já era presente.
Os chineses também já estavam na vanguarda no que concerne à percepção do que a música era capaz de provocar em um grande número de pessoas. Assim, usavam melodias em eventos civis e religiosos e com isto, por exemplo, empreendiam uma marca à personalidade dos grandes imperadores. Cada grande imperador tinha sua música própria. Alguma semelhança com os jingles de campanhas eleitorais? Ou com o inteligente uso da música pela Alemanha nazista?
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