12/07/2010 - 11:47h

Dicas de segurança e orçamento para a saúde do motor

Por: Márcio Madeira
Nova Friburgo

Entre os cuidados que um dono deve ter com seu veículo, nenhum representa tanta economia quanto dar atenção ao óleo lubrificante. Exemplo definitivo do barato que pode sair muito caro, o óleo é certamente o maior responsável pela saúde de um motor. Seguem, portanto, algumas dicas preciosas tanto para a segurança quanto para o orçamento de quem vive a vida sobre 2 ou 4 rodas.

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(Foto: divulgação)

O GRANDE PERIGO

Ao trabalhar sem lubrificação, um motor novo pode se autodestruir em questão de segundos. Por isso, confira o nível de óleo ao menos uma vez por semana, com a máquina ainda fria. Além disso, procure sempre eventuais manchas no chão ou sinais de que o veículo esteja com algum vazamento anormal.

Se o nível cair rapidamente, ou se a luz de óleo se acender, não pague para ver. Pare o funcionamento do motor o quanto antes, e verifique a situação. Jamais siga viagem sem ter a certeza de que o motor está bem lubrificado.

Importante: um motor com pouco óleo apresenta perda de rendimento e tendência a aquecer demasiadamente. Esteja atento a estes sintomas.

PARTIDA A FRIO

O momento mais delicado para o motor é a primeira partida do dia, quando todo o óleo se encontra depositado nas partes baixas de sua estrutura. Por isso, o mecânico Ronaldo Gomes, com mais de 20 anos de experiência na área, recomenda que carros mais novos, equipados com injeção eletrônica, sejam ligados sem qualquer tipo de aceleração no pedal. Já os mais antigos, do tempo do carburador, devem receber apenas o mínimo de aceleração para que consigam funcionar. Além disso, em todos os casos continua sendo importante aquecer o motor antes de enfrentar condições de trabalho.

MINERAL X SINTÉTICO

De um modo geral, óleos sintéticos são mais completos que similares minerais. Na partida a frio apresentam um menor grau de viscosidade, e também são mais eficientes nas trocas de calor. Contudo, graças ao alto preço, diversos fabricantes sugerem um intervalo de trocas entre 10 e 15 mil km, e essa muitas vezes se revela uma atitude perigosa.

“Por causa da longa quilometragem entre as trocas, já vi vários motores novos tendo problemas com óleos sintéticos. Com o tempo eles perdem a qualidade e começam a gerar resíduos, que aos poucos podem até entupir as válvulas. O melhor é fazer as trocas sempre a cada 5 mil km, mesmo utilizando óleos sintéticos” – afirma Ronaldo, ressaltando que também existem no mercado diversos bons óleos minerais a um custo muito mais acessível.

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Márcio Madeira (Foto: David Zoëga)





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