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20/03/2008 -

Além da cidade-fantasma

por: Marcus Lotfi

Blogueiro há quatro anos, repórter, colunista, editor e empreendedor. Em todas essas funções no jornalismo de internet, sempre tive uma briga: atualização. Já fechei e abri tantos blogs, já abandonei uma coluna, deixei um site onde era repórter e outro como editor. O fato é que é fácil e rápido: sentou, reddigiu, mandou. Foi esse o criador do monstro que é o web-jornalismo hoje. Esse monstro nos afugenta dos blogs, sites.


Dependendo do passeio, da palavra-chave no Google, dá para encontrar uma cidade virtual fantasma, com dezenas e mais dezenas de blogs, sites em construção, caindo aos pedaços, esvaindo-se em seus primeiros parágrafos, sempre cheios de promessas felizes - é de dar pena.


Depois da primeira vez em que estive na vila fantasma, mudei os hábitos: passei a deletar os blogs que começava e a procurar sites onde eu fosse colaborador. Esses sites não dependiam de mim para sobreviver e, caso não sobrevivessem, a culpa já não era mais minha.


Nos sites eu não tinha mais a preocupação de manter vivo, mas a obrigação de manter atual. Assim, em pouco tempo, a preguiça já me passava a mão nos ombros e me levava ao ócio improdutivo.


Trabalhar com internet é assim: rápido demais para quem quer apenas se divertir. Acompanhar esse ritmo, só com muita motivação e com visão proffissional. Atualmente, quando penso em montar outro blog, penso em prestar um serviço, de maneira que possa ter um retorno além das visitas - um retorno em grana, mesmo.


A partir do momento em que você pode se enquadrar nesse perfil, conhece então uma outra cidade, uma cidade virtual vivíssima, badalada. A muvuca virtual por lá é tão grande que vira manchete nos jornais, vira evento nas faculdades, vira entrevista em talk-show. É a muvuca que mantém acesa a chama nos corações dos blogueiros.




Estácio de Sá Friweb