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Os filmes de grande bilheteria não são mais de ação, drama, mistério ou comédia. A vez é dos desenhos animados. As novas tecnologias incrementam o trabalho dos designers. A informática está à disposição dos criadores.
Lembro das revistas em quadrinhos da editora Globo. Acompanho até hoje as aventuras da turma da Mônica. Quem não se lembra? Cascão, Cebolinha, Magali e companhia. No fim da década 1990 Maurício de Souza grudou seu talento nas crianças. Influenciou a leitura e as brincadeiras infantis com humor simples e sátiras inteligentes. Esperávamos, ansiosos, as edições mais recentes dos gibis.
Marcos Fontenelle, crítico de cinema e professor da Universidade Estácio de Sá, questiona a produção em massa de filmes que saíram dos gibis para os cinemas. Para ele os filmes valorizam ou trazem idéias diferentes das apresentadas pelos quadrinhos. São criados personagens novos, fugindo da linguagem original.
INDÚSTRIAS DO CINEMA QUEREM O LUCRO
De acordo com Marcos, filmes como Sin City, 300, Senhor dos Anéis e o Motoqueiro Fantasma são lançados na baixa temporada para buscar o lucro.
- Os autores destes produtos conhecem pouco o mercado brasileiro. As culturas e os conceitos são diferentes. Essas adaptações precisam de limites, pois a intenção deve ser mostrar a história contada nos quadrinhos - ressalta Fontenelle.
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