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O auxiliar de arbitragem Luiz Antônio Leitão e o fisioterapeuta Carlos Mello palestraram na última noite da Semana Nacional de Comunicação em Friburgo, sexta, dia 28 de outubro. As palestras aconteceram no auditório Ronaldo Leite Pedrosa, da Estácio.
Luiz Antônio Leitão abordou a relação da mídia com a arbitragem e a importância que esta pode ter na atuação do árbitro e, consequentemente, no resultado dos jogos de futebol. Segundo Leitão, a relação depende das circunstâncias de cada jogo, mas é quase sempre conturbada.
- Normalmente, a mídia sempre coloca o árbitro culpado de alguma coisa. Os meios de comunicação deveriam tratar o árbitro de uma forma mais pedagógica e se preocupar mais em saber quem é aquele profissional, que está ali para fazer o seu trabalho da melhor forma possível e é passivo de erros, afirmou.
Com a evolução das mídias eletrônicas, principalmente a TV, o trabalho dos auxiliares de arbitragem ficou em evidência. Por exemplo, câmeras foram colocadas estrategicamente para analisar os impedimentos, além do tira-teima que é capaz de esclarecer lances que, normalmente, não seriam percebidos.
- O charme do futebol está aí. Mesmo com todas as tecnologias em uso hoje por vezes há uma discussão do lance, por parte dos comentaristas. Não gostaria que as imagens fossem consultadas durante o jogo, pois isso acabaria com as discussões no dia seguinte, concluiu. Além disso, uma partida não duraria menos de três horas.
Ao final de sua palestra, Leitão respondeu a perguntas dos alunos e agradeceu ao convite da Estácio Friburgo.
Carlos Mello: em 2016 provavelmente teremos o primeiro atleta transgênico
O fisioterapeuta Carlos Mello foi integrante da equipe do Dr. Nilton Petroni e ajudou a recuperação de diversos atletas de alto rendimento. Sua palestra versou sobre a relação custo-benefício dos atletas e fez projeções futuras estarrecedoras.
Até a década de 90, não se tinha nos clubes uma visão de que o atleta contundido significava prejuízo. Carlos Mello falou sobre a experiência de participar de um projeto pioneiro no esporte brasileiro, a utilização da fisioterapia no tratamento de lesões dos atletas.
- No tratamento do Romário, que a princípio teria que ficar fora dos gramados durante sete meses, propusemos ao clube holandês o tratamento que consistia em dezesseis horas por dia de fisioterapia dentro da piscina. Com este tratamento, em vinte e cinco dias ele estava à disposição da seleção brasileira. A partir deste episódio, a fisioterapia passou a ser considerada importante para o futebol e para o esporte em geral, disse.
Carlos comentou sobre um projeto de saúde que desenvolveu junto ao Nova Iguaçu Futebol Clube e abordou também a visão estreita de alguns clubes que pagam altos salários aos atletas, mas não investem o necessário em profissionais da saúde. Segundo ele, o supervisor do São Paulo afirmou há cerca de dois anos: prefiro pagar R$ 40 ou R$ 50 mil a um fisioterapeuta do que ter o Rogério Ceni dois meses parado..
Dopping: um grande problema
Em entrevista exclusiva ao Êxito Rio Estácio Notícias, Carlos Mello afirmou que no futebol acontecem casos esporádicos, mas nos esportes olímpicos mais de 90% são dopados. A atleta paga este preço conscientemente para conseguir um objetivo, não existe jogo limpo, mas não há como provar.
Os caras (referindo-se aos laboratórios) estão dez anos na frente, por isso por mais que o cerco do comitê aumente a maioria não é flagrada. Em 2016, provavelmente teremos um atleta transgênico, totalmente modificado e este não será pego, concluiu.
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