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Nessa quarta, 13 de julho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por quatro votos a um, a compra da Sadia pelo grupo Brasil Foods (BRF), dona da Perdigão, com algumas restrições, como a suspensão da marca Perdigão por três, quatro ou cinco anos, dependendo do produto, venda de marcas menores e de outros ativos como fábricas, centrais de distribuições e abatedores de animais.
A medida foi tomada após no início de junho o conselheiro do Cade, Carlos Ragazzo, apresentar um relatório defendendo o veto da fusão entre Sadia e Perdigão, alegando que a concentração de mercado da BRF geraria inflação e aumento dos preços de alimentos. Os ativos que serão vendidos no mercado interno equivalem à metade do que a Perdigão comercializa hoje. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica procurou não afetar as exportações da Brasil Foods.
A Sadia, que é responsável pela produção de 730 mil toneladas de alimentos processados no mercado interno terá seus ativos vendidos para uma nova empresa. Pelo acordo, a BRF não poderá criar novas marcas para cobrir os espaços criados em diversos mercados como lasanha, pizza e kibes.
Ainda segundo o Vice-Presidente de Relações Institucionais da Brasil Foods, Wilson Newton de Mello Neto, os empregos e contratos com fornecedores estão garantidos em clausula do acordo firmado com o Cade.
Com o fim das negociações as ações da BRF voltaram a ser negociadas na BOVESPA por volta das 15h15mim.
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