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Com objetivo de manifestar problemas relacionados ao Aluguel Social, Auxílio Novo Lar e descaso do poder público com as vítimas da catástrofe, a população friburguense se reuniu nesta terça, 12 de abril, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, no Centro. Segundo moradores, três meses após a tragédia pouco foi feito nos bairros mais afastados da cidade e a construção de casas populares ainda não começou. Algumas famílias não receberam o aluguel social, que é previsto na lei municipal número: 3.894/11.
Para a moradora do bairro Maria Tereza, Marcia Martinez, o governo pouco fez nestes 90 dias.
- Falta iniciativa do poder público, pois na prática nós não vimos nada ser feito. O que observamos foram os caminhões tirando o excesso da sujeira, principalmente nos primeiros dias, mas efetivamente não se viu nenhum trabalho de contenção de encostas e nos bairros da periferia. Conselheiro Paulino está abandonado, isolado. Algumas iniciativas vistas lá foram por parte de populares ou dos próprios comerciantes da região.
Para o Coordenador Geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Nova Friburgo, a população está de parabéns pela manifestação. Uma cidade pequena, de interior, estamos de parabéns, pois temos mais de mil manifestantes na rua, para uma cidade de cerca de 180 mil pessoas. É muito representativo.
Passeata até a prefeitura mostrou indignação da população
Com carro de som, faixas, cartazes e líderes sindicais à frente do movimento, a população saiu da Praça Dermeval Barbosa Moreira em direção à Prefeitura. Os manifestantes se expressaram através de versos que indicavam a indignação pelo descaso do poder público em relação ao aluguel social, casas populares e outros.
Em frente à sede do governo municipal esperaram a chegada do prefeito na sacada do prédio, o que não ocorreu. Dermeval se reuniu com líderes do movimento em seu gabinete, por volta das 19 horas.
O chefe do executivo, disse que as reivindicações que estiverem dentro do orçamento serão atendidas.
- Os assuntos referentes à prefeitura com certeza nós vamos fazer, se estiver dentro do orçamento. Nossa prefeitura é pequena, as contas ficam em cima da minha mesa, esse dinheiro não é do prefeito, é de vocês, dos impostos de vocês. Nós temos que viver dentro do nosso orçamento, e eu vou fazer tudo o que puder dentro deste. Nós vivemos o maior desastre da história do Brasil.
PLANTÃO
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