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11/11/2010 - 17:17h

Rio de Janeiro pode ter segundo santo brasileiro

por: Monara Teixeira

A cidade de Barra do Piraí pode ter o primeiro santo do Estado. O advogado Franz de Castro Holzwarth foi morto em 14 de fevereiro de 1981, durante uma rebelião de presos em Jacareí (SP). Ele foi morto quando mediava um motim e se ofereceu como refém no lugar de um PM. O carro que seria usado na fuga ficou no meio de um tiroteio e mais de 30 tiros tiraram a vida do advogado.


Nesta sexta, 12 de novembro, o italiano Paolo Lombardo, frei do Vaticano que tem a missão de reunir documentos e provas de candidatos a santos, estará no Cemitério Santa Rosa, na cidade do Sul Fluminense, para fazer o translado dos restos mortais do primeiro postulante a santo nascido no estado do Rio de Janeiro.


Os restos mortais de Franz serão recebidos por familiares e levados para uma cerimônia na Igreja de Santa Terezinha. Depois, serão transferidos para um túmulo na Igreja Matriz de São José, em São José dos Campos (SP), onde se destacou na defesa de presos.


O processo de canonização foi aberto pelo bispo da Diocese de São José, Dom Moacir Silva e se encontra em fase final. Em dezembro, a documentação e depoimentos de mais de trinta pessoas irão para Roma. Franz de Castro será o primeiro santo mártir dos presos da história da Igreja. O Papa Bento XVI deve dar a decisão final em 2011.


Na canonização por martírio - quando o candidato passa por sofrimento extremo e perde a vida testemunhando Deus - não é necessário comprovar milagres, o que é exigido só na fase final.


Conhecendo um pouco da história de Franz de Castro Holzwarth


Franz de Castro Holzwarth era o mais velho de cinco irmãos. Seu pai era mecânico e veio para o Brasil em 1920, após a Primeira Guerra, para trabalhar em uma fábrica de fitas em Barra do Piraí. Casou-se com Dinorah alguns anos depois. A família, católica fervorosa, ajudou a construir a Igreja de Santa Terezinha, no bairro de mesmo nome, ao lado de onde morava.


De acordo com o cunhado de Franz, Nilson Nunes, ele levava presos em liberdade condicional para rezar e passava feriados e fins de semana dentro de cadeias pregando a Palavra de Deus.


Franz foi morto no dia 14 de fevereiro de 1981 durante uma rebelião de presos em Jacareí (SP).




Estácio de Sá Friweb