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03/02/2007 -

Papas da Língua e de todos os santos

por: Fernando Torres (jornalista formado pela Estácio)

 
Pezão, Léo, Serginho e Zé Natálio homenagearam Herbert Vianna - Clique na foto para ampliar
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Pezão, Léo, Serginho e Zé Natálio homenagearam Herbert Vianna (Foto: Gabriela de Freitas)


Moah recebeu o carinho dos fãs - Clique na foto para ampliar
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Moah recebeu o carinho dos fãs (Foto: Gabriela de Freitas)


Henkin: Na vida de qualquer um, é bom ter desafios pela frente. Um deles é consolidar nossa carreira em âmbito nacional - Clique na foto para ampliar
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Henkin: Na vida de qualquer um, é bom ter desafios pela frente. Um deles é consolidar nossa carreira em âmbito nacional (Foto: Gabriela de Freitas)


Os integrantes assinaram o violão do Festival - Clique na foto para ampliar
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Os integrantes assinaram o violão do Festival (Foto: Gabriela de Freitas)


Jamil, Rapazolla, Marcelo D2 e O Rappa também subiram ao palco na sexta (26/01) - Clique na foto para ampliar
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Jamil, Rapazolla, Marcelo D2 e O Rappa também subiram ao palco na sexta (26/01) (Foto: Fernando Torres)


Serginho Moah, Léo Henkin, Zé Natálio e Fernando Pezão colocaram ainda mais tempero nas delícias musicais da banda Papas da Língua. O dendê baiano esquentou as poesias melódicas no show do dia 26 de janeiro, durante a 9ª edição do Festival de Verão de Salvador. Depois de sentir pela primeira vez a energia soteropolitana, a galera do Rio Grande do Sul bateu um papo com a imprensa. Eu estive lá. Confira!!!

O PAPAS RECONHECE A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE EU SEI NA TRILHA SONORA DA NOVELA PÁGINAS DA VIDA, DA REDE GLOBO?

Serginho Moah (vocalista) - Temos 13 anos de carreira, mas estamos mostrando agora o trabalho para todo o Brasil. Sabemos da importância da novela, um fenômeno brasileiro. Contudo, se a música não transmitir uma coisa legal para as pessoas, não adianta. A canção Eu Sei revirou nossa vida.

PÁGINAS DA VIDA É A PRIMEIRA PRODUÇÃO COM O PAPAS NA TRILHA SONORA?

Léo Henkin - A canção No Calor da Hora entrou no filme Houve Uma Vez Dois Vilões, do cineasta Clóvis Furtado. Ele dirigiu o clipe de Democracy, nossa primeira música de trabalho.

NOS DIAS 26, 27 E 28 DE FEVEREIRO, VOCÊS ABREM OS SHOW DO COLDPLAY, NO VIA FUNCHAL, EM SÃO PAULO. HÁ EXPECTATIVA QUANTO A ESTAS APRESENTAÇÕES?

Serginho Moah - É uma oportunidade maravilhosa. Além de tudo, a gente é fã dos caras. O som das duas bandas, reservadas as devidas proporções, é parecido porque dá valor às melodias. Nós também admiramos a atitude deles. São ligados aos acontecimentos do mundo. Uma de suas bandeiras é um comércio mundial justo. É um prazer, pois sua preocupação transcende a esfera musical. O engajamento é social.

EM MARÇO, ESTÃO PREVISTAS OITO APRESENTAÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS (NOVA IORQUE, BOSTON, MIAMI, ORLANDO). ATUALMENTE, O PAPAS DA LÍNGUA, GRUPO NASCIDO NO RIO GRANDE DO SUL, REPRESENTA MAIS A CULTURA BRASILEIRA COMO UM TODO?

Serginho Moah - Nunca nos achamos somente gaúchos. O trabalho está acima da origem. Sempre fomos uma banda brasileira, mas, agora, alcançamos projeção nacional.

Zé Natálio (guitarrista) - Tocamos na Europa sempre como representantes do Brasil. Havia grupos musicais da Bahia e outros elementos da nossa cultura. Somos brasileiros da região Sul do país.

O PAPAS VIVE SEU MELHOR MOMENTO?

Fernando Pezão (baterista) - Quando uma música toca direto, abre portas. Faz o trabalho da banda chegar a vários lugares. Já vivemos ótimos momentos. Espero que as pessoas possam conhecer todo o repertório variado.

Léo Henkin (baixista) - A música está na boca do povo. O contato com a platéia tem sido mágico. Em qualquer local, Eu Sei é um momento fantástico. No show, acontece uma relação mais crua entre artista e público.

QUAL A OPINIÃO DE VOCÊS EM RELAÇÃO À PIRATARIA?

Fernando Pezão - É uma questão de preço. Às vezes, quero comprar sete discos, mas custa caro. Não compro. Mídias digitais como o You Tube facilitam a vida de quem não pode pagar 25 reais em um cd.

Zé Natálio - Produto pirateado tem qualidade baixa. Pode prejudicar o aparelho. É o barato que sai caro.

Serginho Moah - É complicado. A filha do prefeito gosta do Papas da Língua. Sem desrespeitar ninguém, a filha do pipoqueiro também gosta. A primeira pode pagar, mas a segunda não. Este é mais um paradoxo irônico da vida.

AS EXIGÊNCIAS QUANTO AO PRÓXIMO TRABALHO VÃO SER MAIORES. ESTÁ TODO MUNDO DE OLHO...

Serginho Moah - Isso é maravilhoso. Acho interessantíssimo estar todo mundo de olho. Temos um cd com 30 músicas inéditas. Pintou o lance da novela e continuamos o trabalho de divulgação do Ao Vivo e Acústico. O processo de criação não pára.

POR QUE NÃO UTILIZAM ELEMENTOS DA MÚSICA GAÚCHA?

Serginho Moah - Puxamos mais a guitarra, o violão, os teclados. Mas não há problema. Ainda pode pintar a melodia que peça características diferentes. A música tem vida própria. Quando gravamos o cd Babybum, em São Paulo, Eu Sei foi preterida. De volta ao Sul, pensamos bem e resolvemos gravar. Tentamos inserir vários instrumentos na faixa, mas ela não aceitou. Preferiu somente voz e violão.

A ESTRÉIA NO FESTIVAL DE VERÃO DE SALVADOR CAUSOU FRIO NA BARRIGA?

Fernando Pezão - Rolou o frio na barriga. O Brasil inteiro acompanha essa grande festa.

Serginho Moah - A Bahia é auto suficiente no cenário musical. Artistas como Asa de Águia, Chiclete com Banana e Ivete Sangalo têm enorme importância. Há uma certa intimidação. O povo baiano gosta do melhor. Se vêm bandas de outras regiões, precisam apresentar, no mínimo, um bom trabalho. Paralelamente à força do Axé, existem as cabeças abertas a novos conteúdos. Esta é uma característica do brasileiro.

SENTIRAM A TRADICIONAL RECEPTIVIDADE DO PÚBLICO BAIANO?

Léo Henkin - Na praia, está rolando direto. O pessoal das Rádios falou sobre a identificação da Bahia com Eu Sei. Estaremos no trio de Daniela Mercury, no Carnaval.

Serginho Moah - Soubemos que rola nos trios de Salvador. Todo mundo conhece o poder do trio elétrico.

NO FESTIVAL DE VERÃO DE SALVADOR, CANÇÕES PRÓPRIAS (EU SEI, VEM PRA CÁ, PEQUENO GRANDE AMOR, DEMOCRACY, BLUSINHA BRANCA) FORAM ALTERNADAS COM ALGUMAS HOMENAGENS A GILBERTO GIL, IVETE SANGALO, HERBERT VIANNA, ENTRE OUTRAS FERAS. HOUVE TAMBÉM PARTICIPAÇÃO DE EDU RIBEIRO COM ME NAMORA. ISSO É COMUM NO SHOW?

Léo Henkin - Não. O Papas é uma banda autoral, ou seja, 99% do repertório é composto por músicas próprias. A gente gosta de fazer uma releitura em cada disco. Não é cover. É uma versão com a nossa cara. Já regrávamos Ramones e Caetano Veloso. O Festival de Verão é uma ocasião especial. Podemos até colocar homenagens como A Novidade, dos Paralamas do Sucesso, no set list fixo.

MAIS DE 10 ANOS NA ESTRADA, CINCO DISCOS, UM DVD, TURNÊS INTERNACIONAIS E PARTICIPAÇÕES NOS PRINCIPAIS FESTIVAIS POPULARES DO BRASIL. FALTA ALGO?

Léo Henkin - Sempre falta. Na vida de qualquer um, é bom ter desafios pela frente. Um deles é consolidar nossa carreira em âmbito nacional.

Serginho Moah - Outro é voltar ao Festival de Salvador.

Quer saber mais e ouvir as músicas do Papas da Língua? Acesse agora!!!

www.papasdalingua.com.br

www.festivaldeverao.com.br

www.youtube.com




Estácio de Sá Friweb