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Histórias, às vezes marcadas pela violência, drogas, crimes e pessoas desesperadas em busca do primeiro atendimento. Essa é a rotina dos plantonistas da 151ª Delegacia Policial, profissão que exige preparo para manter a calma em qualquer situação.
Furto de pedestre, homicídio, violência doméstica, roubo, sequestro, ameaça, extravio de documentos, lesão corporal, encontro de cadáver, furto de veículo, extorsão, apreensão de drogas, prisões de traficantes, apreensão de menores. Essas são algumas das ocorrências que os plantonistas têm a responsabilidade de registrar, para que em seguida, os outros setores da Polícia Civil possam investigar e elucidar os crimes ou em alguns casos encaminhar para a Justiça.
Em Nova Friburgo, os plantonistas realizam o serviço por meio de máquinas de escrever. Semanalmente, seis pessoas são responsáveis por manter o primeiro atendimento, com funcionamento 24 horas. A primeira equipe chega às 9h de segunda e deixa a atividade às 9 horas de quarta. Em seguida, outros dois policiais que realizam a atividade de quarta (a partir das 9h) até o mesmo horário de sexta. Nos finais de semana (compreende de sexta - a partir das 9h - até segunda no mesmo horário) outros dois civis assumem a responsabilidade de atender ao público.
Messias Bon: A Polícia Civil é a minha paixão
Mais de vinte anos de experiência como chefe de setores importantes dentro da Polícia Civil e com muitos boletins de ocorrências registrados. Essa é a história do inspetor Messias Bon que atualmente trabalha no Plantão Policial da 151ª DP.
- Gosto muito de ser policial. Para mim cada dia é diferente. Tento fazer o melhor possível. Amo muito essa profissão, ressalta Messias que trabalhou em delegacias de Cantagalo, Laje do Muriaé, Itaperuna, Itaipava, Xérem (Duque de Caxias), Duas Barras, Bom Jardim, Nova Friburgo, entre outras.
Com uma experiência de cinco anos como plantonista, Bruno Barbosa divide a responsabilidade de conduzir as atividades na delegacia as quartas e sextas. O policial civil, 32 anos, explica o trabalho de um plantonista.
- Nossa missão é registrar as queixas da população. O que é relacionado aos crimes encaminhamos para a autoridade policial ou para os órgãos competentes, para que tomem as medidas necessárias, afirmou o inspetor.
Para Bruno Barbosa, um dos fatos mais difíceis de ser registrado foi à morte do chefe do Grupo de Apoio a Promotoria, José Luiz. A morte de um colega foi muito difícil de ser registrada. Fui responsável por esse procedimento, um dia muito difícil, disse.
Messias Bon concorda com o inspetor Bruno Barbosa. Para ele, a morte de José Luiz foi um dos fatos mais marcantes. Foi uma situação muito difícil, fiquei sem ação na hora, foi um fato muito triste, concluiu.
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