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Até o fim do ano serão instaladas cerca de 40 máquinas com distribuição de camisinhas nas escolas da rede pública. De acordo com o Ministério da Saúde, a ação tem como objetivo permitir aos adolescentes o acesso ao preservativo, prevenindo assim o contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a Aids.
As máquinas devem estar em locais de fácil acesso para os alunos, como nos banheiros, por exemplo. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Unicef apontou que jovens entre treze e dezenove anos possuem vida sexual ativa.
De acordo com a psicóloga Helena Jacone, é necessário conscientizar os adolescentes na utilização dos preservativos. Não adianta só disponibilizar camisinhas nos banheiros das escolas públicas sem informação, pois isto pode levar a uma banalização da sexualidade dos jovens.
Segundo a mãe de uma adolescente, Lucia Coutinho, a distribuição de preservativos nas escolas pode causar conflitos com os pais. As famílias mais radicais podem ter grandes problemas até dentro de casa. Um pai que é muito tradicional e descobre uma camisinha dentro da mochila da filha, pode criar confusão devido ao conflito de valores, diz a assistente administrativa.
O psicólogo e coordenador do curso de Recursos Humanos da Estácio, Antônio Figueiredo, afirmou que a questão precisa ser discutida no ambiente escolar. Educação preventiva começa na escola. O novo sempre traz conflito, acho que a escola precisa participar do processo de inserção e divulgação do motivo dessa utilização.
Aids - Sudeste é a região com mais casos da doença
Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 630 mil pessoas vivem com o HIV no Brasil. O número é aproximado, pois só estão identificados os casos que fazem uso de medicação antirretrovirais. Desde o início da epidemia, em 1980, até junho 2009 foram realizados 544.846 diagnósticos. A região Sudeste apresenta o maior índice da doença, cerca de 323.069, representando 59% das notificações.
Ainda no site encontram-se dados sobre a Aids na adolescência. Pesquisas revelaram que na faixa etária de 13 até os 19 anos, o número de casos é maior entre as meninas, sendo a proporção de oito casos em meninos para cada dez diagnósticos em meninas.
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