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A rodada de ontem prometia muitas emoções, com partidas equilibradas e chances de gols para as equipes que disputavam, respectivamente, uma das semifinais da Copa Libertadores (São Paulo e Internacional) e a final da Copa do Brasil (Santos e Vitória). Entretanto, quando a bola rolou, as duas partidas mostraram predomínio das equipes que atuavam em casa que - praticamente - não foram incomodadas por ações ofensivas dos seus adversários.
No estádio Beira Rio, em Porto Alegre, o Internacional teve o controle da bola por mais tempo, buscou o jogo ofensivo, mas encontrou dificuldades para vencer a retranca armada pelo São Paulo, que praticamente abdicou do ataque. A insistência da equipe gaúcha foi premiada aos 22min do segundo tempo, quando o jovem Giuliano, 22 anos, girou bonito dentro da área e chutou no contrapé de Rogério Ceni, melhor em campo pelo São Paulo.
Com o resultado, o Internacional joga pelo empate no Morumbi na próxima quinta, enquanto o São Paulo precisa vencer por dois gols de vantagem para se classificar para a final da Libertadores. Mesmo placar do jogo de ida, mas a favor do São Paulo, leva a decisão para os pênaltis. O critério do gol fora é utilizado como desempate, por isso uma vitória do São Paulo por um gol de diferença, no qual o Internacional marque ao menos um gol, classifica a equipe do Sul do país.
Na outra partida semifinal da Copa Libertadores, disputada terça, em Guadalajara, no México, Chivas e Universidad de Chile empataram em 1 a 1. No Chile, quem vencer avança à final. Empate por dois ou mais gols, classifica o time do México, enquanto o zero a zero levará os chilenos à grande decisão.
Passeio santista na Vila
Se no Rio Grande do Sul, o São Paulo foi apenas uma equipe defensiva, na Vila Belmiro, na primeira partida da final da Copa do Brasil, este papel ficou com o Vitória, que nem isto fez bem. Atuando muito abaixo do esperado, o time baiano pouco atacou o Santos e a perdeu por 2 a 0, resultado que não traduziu a enorme superioridade do time de São Paulo, que criou e desperdiçou muitas chances de gol e até um pênalti.
Os gols do Santos foram marcados por Neymar aos 14 minutos da etapa inicial, após cruzamento certeiro de Pará (antes, Ganso já havia acertado a trave do goleiro Lee) e por Marquinhos, aos 36 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta. Entre as várias chances desperdiçadas pelo Santos, a mais importante aconteceu aos 27 minutos: Neymar cobrou pênalti sofrido por ele mesmo no meio do gol (no estilo cavadinha) e o goleiro Lee defendeu tranquilamente.
Na próxima quarta, dia 4 de agosto, no Barradão, o Vitória precisa de três gols de vantagem para ser campeão ou vencer pelos mesmos 2 a 0 e ganhar nos pênaltis. O Santos será campeão com um novo triunfo, se empater ou mesmo se perder por um gol de diferença ou por dois gols de desvantagem, desde que marcando ao menos uma vez.
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