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A greve dos bancários iniciada no dia 5 de outubro terminou na quarta-feira (11/10). Este direito é assegurado pela Constituição Federal, mas há limites nas ações de grevistas e banqueiros. A proibição de violência nas manifestações é um deles. O mesmo dispositivo legal permite a utilização de todos os meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar o trabalhador a fim de aumentar a aderência à greve. Em contrapartida, ninguém pode impedir o acesso dos empregados ao banco. Segundo Alberto da Cunha, 18 anos, esta advertência não foi levada em conta nas ruas de Nova Friburgo.
- Contrataram 30 pessoas. Impedimos quem era contra de entrar nos bancos para trabalhar. Ganhamos R$ 25 por dia - garante Alberto.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo, Cláudio Damião, o órgão não tem problema com a justiça.
- Os bancos recorrem a um instrumento chamado interdito proibitório, alegando posse do espaço das agências. Apontam depredação e outros excessos. É mentira. Na área trabalhista, conseguimos obter uma liminar favorável. Ela nos garante o direito de greve - defende Damião.
Na última assembléia realizada na sede do Sindicato dos Bancários, a greve chegou ao fim. A volta da jornada normal aconteceu na sexta-feira (13/10). Na oitava rodada de negociações, os bancos fixaram em 3,05% o reajuste salarial. Os funcionários do Banco do Brasil e dos bancos privados friburguenses aceitaram a proposta. Entretanto, o pessoal da Caixa Econômica Federal, mesmo de volta, disseram não ao índice de aumento.
- Ao longo do primeiro semestre deste ano, os bancos tiveram lucros recordes. Ficam sem justificativas. Deveriam ter atendido às reivindicações de aumento salarial (7,05%), abonos e participação sobre lucro real (PRL) - opina um funcionário da Caixa. Ele preferiu não se identificar.
Na reunião do dia 11, alguns funcionários mostraram indignação frente à desistência.
- É um absurdo a falta de unidade observada. Tínhamos de permanecer unidos até o fim. Ceder aos banqueiros sem consultar os demais é um erro - afirma Ricardo Duarte, bancário de Cordeiro.
Para Cláudio Damião as fragmentações isoladas não prejudicaram o movimento nacional.
- Cada agência possui questões específicas. Nosso papel é dar voz a todos. Buscamos um denominador comum - explica o presidente.
PLANTÃO
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