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Profissionais de Educação participaram na noite de ontem de uma reunião com a secretária de Educação, Ledir Porto e com o secretário de Administração, Sidinei Condack. Durante o encontro, os professores do concurso de 1996 cobraram a incorporação do abono ao piso salarial.
Os secretários municipais e os representantes do sindicato acordaram um prazo até 23 de março para que o Poder Executivo possa responder as reivindicações dos docentes.
- Com relação as reivindicações dos professores estatutários estamos ainda num patamar da promessa. Os professores paralisaram as atividades dia 8 de março, pois desde 2009 estamos lutando para que o plano de carreira seja cumprido na íntegra. A partir dessa reunião esperamos que até o dia 23 a prefeitura cumpra com a sua palavra e pague o que deve aos professores, finalizou o coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Luiz Salarini.
Para tentar contornar a situação, a secretária de educação entregou um documento ao secretário de administração onde apresenta uma tabela explicativa sobre a incorporação do abono. Sidinei Condack garantiu que irá estudar a demanda e que até o dia 23 de março dará uma resposta definitiva sobre a questão.
- Até o dia 23 com certeza teremos uma resposta sobre essa questão. Vou abandonar todos meus afazeres para me dedicar exclusivamente a isso. Vamos analisar a situação para dar uma resposta mais concreta à categoria, disse na reunião o secretário de administração, Sidinei Condack, que após o encontro não quis gravar entrevistas.
O coordenador do Sepe Luiz Salarini afirmou que caso o poder público não dê uma resposta positiva, a categoria poderá realizar um novo manifesto ou até mesmo entrar em greve.
- Poderemos parar nossas atividades novamente caso a partir do dia 23 de março a Prefeitura não cumprir a promessa de fazer esta incorporação, prometida pelo poder público. O governo não pode utilizar a lei para atacar os professores, disse Salarini.
Representantes do Sepe estiveram com Secretário Geral
Na quarta, dia anterior à reunião, os representantes do Sepe foram recebidos na Prefeitura pelo secretário geral Bráulio Rezende que pediu tempo para analisar as alternativas e resolver o impasse.
Auxiliares de creche
O presidente do Sepe disse ainda que a reivindicação dos auxiliares de creche será levada para o poder público.
- Iremos manter a mobilização e faremos uma reunião com a secretária de Educação no dia 30 de março para discutir o plano de carreira para os profissionais de creche. Este plano precisa ser enviado à Câmara o mais rápido possível, afirmou.
Ledir Porto: “Os professores tem toda razão de querer direitos adquiridos”
Em entrevista ao término do evento, a secretária de educação, Ledir Porto classificou como precipitada a atitude da categoria de paralisar as atividades.
- Essa é a primeira oportunidade que a categoria teve de conversar com a administração. No dia dois de março, o presidente do Sepe levou à secretaria de Educação as reivindicações para que pudesse passar para a Prefeitura. Mas surpreendentemente essa reunião tinha sido marcada para o dia oito, porém nessa data os professores estavam na rua para realizar o manifesto público.
Entretanto, a secretária disse que houve um erro no pagamento dos professores da rede municipal de ensino.
- Os professores tem toda a razão do mundo de quererem os seus salários atualizados. Mas infelizmente houve um erro, e temos que admitir isso, no pagamento de fevereiro. O que eles querem é a revisão daquilo que não saiu corretamente. Eles reivindicam abono de R$ 180, a regência de turma e outras vantagens que a categoria tem direito.
Professores: “A sensação é frustração”
Durante a reunião alguns professores se colocaram contrários as declarações do secretário de administração, Sidinei Condack, que foi questionado sobre a demora para a resolução do caso. O professor Willes José da Silva salientou que espera uma solução para a questão que está causando muitos problemas para a classe.
- É uma sensação de frustração, pois é um embate que está acontecendo a mais de um ano e parece que as pessoas não tomam ciência das informações que são repassadas. São várias reunião, mas infelizmente não existe comunicação entre as secretarias. Viemos para essa reunião para ouvir mais uma vez que a nossa situação será estudada, disse o professor.
O docente disse ainda que os professores tiveram os salários reduzidos em fevereiro.
- Tivemos nosso salário reduzido depois de muito tempo de embate. Agora estamos tentando ver se alguma coisa é feita para a categoria. Saímos sem uma resposta certa do governo, concluiu Willes.
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