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Liberdade essas foram a palavra destacada pelos encarcerados que cumprem pena na carceragem de Nova Friburgo gerenciada pela Polinter. Nossa equipe de reportagem esteve no final do ano passado no setor de custódia da Vila Amélia.
Alguns encarcerados ficaram receosos em dar entrevistas, enquanto outros resolveram romper o silêncio e falar sobre suas histórias de vida.
- Não deu para dormir no primeiro dia que fui preso apenas depois de um mês que as coisas começaram a melhorar. Essa foi uma experiência da minha vida e que sirva de lição para mim, disse.
A ampliação dos horários para banho de sol, a higienização do espaço para os encarcerados, reformas estruturais, lazer e iniciação do atendimento jurídico foram algumas das melhorias realizadas na Carceragem de Nova Friburgo. As mudanças começaram a acontecer depois de diversas audiências realizadas na OAB e na Câmara de Vereadores (promovida pelo vereador Pierre Moraes (PDT)).
- A chefia da Polinter está de parabéns por conta das melhorias. Nós não tínhamos as mínimas condições de sobrevivência e hoje temos condições de cumprir a nossa pena. Participei da reforma e realmente mudou muito, hoje somos tratados como cidadãos, disse um encarcerado que preferiu não ser identificado.
A vontade de mudar de vida
Na conversa informal com os presos muitos mostraram o desejo de mudar de vida e se reinserir na sociedade. "O que mais queremos é sair daqui, arrumar um trabalho e viver com a nossa família", disse um encarcerado que preferiu não ser identificado.
O crime vale a pena?
“A vida do crime é muito triste e não compensa”, essa foi a resposta do encarcerado P.D.M, de 45 anos, ao ser perguntado se a vida do crime valia a pena. Segundo ele, as pessoas que pretendem trilhar esse caminho devem repensar seus conceitos.
- Um jovem que está querendo entrar no crime não deve fazer isso. Ele deve procurar outras coisas que serão muito melhores para a vida, apontou.
“A visita é o dia mais feliz do preso”
D.A.S.V, 24 anos, ficou incomodado com a presença de nossa equipe de reportagem, porém aos poucos o encarcerado resolveu apresentar todas as angústias vividas dentro da carceragem.
- O dia da visita é o mais feliz do preso. Uma vez por semana temos a possibilidade encontrar uma familiar que não vemos a muito tempo. Ficamos uma semana aqui dentro sem ver ninguém. Por isso, o dia da visita é o dia mais feliz do preso, disse.
Segundo ele, até chegar o dia da visita a ansiedade é a maior inimiga. "Tem preso que chora até chegar o dia dos familares e amigos os visitar", concluiu.
PLANTÃO
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