![]() |
|
O Centro Integrado de Educação Pública localizado na avenida Governador Roberto Silveira, no bairro friburguense Jardim Ouro Preto, dedicou seu aniversário à celebração do talento de seu patrono. Neste sábado (23/09), o CIEP Glauber Rocha completa 20 anos de fundação. Para comemorar a data promoveu sessão com o filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol", principal obra do maior cineasta brasileiro de todos os tempos. Alunos e convidados também assistiram ao documentário "Quando o cinema virou samba" sobre a trajetória do artista.
– Colocamos cartazes com fotos e textos que contam a história do Glauber. Os estudantes conheceram as produções. Rocha nos fornece oportunidades para reformular a linguagem pedagógica como ele fez no cinema – ressaltou a diretora Cecília Brito, antes de festejar o presente de Lúcia Rocha, mãe de Glauber. Ela vai doar ao CIEP vários dvd’s com filmes do filho.
Atualmente, a unidade do Jardim Ouro Preto possui turmas de alfabetização à sexta série, no turno da manhã, e alfabetização à oitava série, na parte noturna. Segundo Cecília, o professor Darcy Ribeiro, criador do CIEP, e Glauber eram amigos. Por isso, Ângela Fernandes, ex-diretora do Ciep, resolveu eternizar o ilustre brasileiro.
O MELHOR DE TODOS
No dia 14 de março de 1939, Glauber Rocha nasceu na cidade de Vitória da Conquista (BA). Foi alfabetizado pela mãe, Lúcia Mendes de Andrade Rocha. Em 1947, mudou com a família para Salvador, onde seguiu os estudos no Colégio 2 de Julho. Ingressou na Faculdade de Direito da Bahia (hoje, um dos cursos da Universidade Federal da Bahia) e começou a fazer filmagens. Teve uma breve carreira jornalística. Casou com Helena Ignez, uma colega de faculdade.
Sempre controvertido, escreveu e pensou o cinema. Queria uma arte engajada e pregava uma nova estética, revisando, criticamente, a realidade. A ditadura militar o via como um elemento subversivo. Em 1971, com a radicalização do regime, Glauber partiu para o exílio e nunca retornou totalmente. Morreu, no dia 22 de agosto de 1981, vítima de septicemia, no Rio de Janeiro. Veio transferido de Lisboa, Portugal, onde ficou dezoito dias internado.
Estreou na realização de uma longa metragem com o filme "Barravento", em 1962, mas já havia realizado vários curtas. "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964), "Terra em Transe" (1967) e "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" (1969) são seus principais filmes. Neles, Rocha fez uma crítica social feroz e boicotou, radicalmente, o estilo cinematográfico importado dos Estados Unidos, ação compartilhada pelos outros integrantes do Cinema Novo, movimento artístico liderado por ele.
"Barravento" deu a Glauber prêmio no Festival Internacional de Cinema da Tchecoslováquia, em 1963. Um ano depois, com "Deus e o Diabo na Terra do Sol", conquistou o Grande Prêmio no Festival de Cinema Livre da Itália e o Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Acapulco. "Terra em Transe" o colocou na crista da onda mundial. Faturou o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes, o Prêmio Luis Buñuel na Espanha e o Golfinho de Ouro, no Rio de Janeiro. "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" levou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e, mais uma vez, o Luiz Buñuel.
SUA VIDA É O CINEMA
1980 – A Idade da Terra
1979 – Jorjamado no Cinema
1976 – Di Glauber
1975 – Claro
1974 – As Armas e o Povo
1974 – História do Brasil
1972 – Câncer
1970 – Cabeças Cortadas
1970 – O Leão de Sete Cabeças
1968 – O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro
1967 – Terra em Transe
1966 – Maranhão 66
1963 – Deus e o Diabo na Terra do Sol
1960 – Barravento
1959 – O Pátio
PLANTÃO
23/01/2012
Friburguense estréia com derrota na Taça Guanabara
19/01/2012
Oportunidades de empregos
18/01/2012
Campeonato Estadual: Frisão reestréia na Série A no próximo sábado
17/01/2012
Número de inscritos no Prouni ultrapassa 1,2 milhão
12/01/2012
Festival Folia de Reis em Macuco
11/01/2012
Mudança nas regras de promoção de PMs e Bombeiros
11/01/2012
Detro retira 136 ônibus de circulação em mega operação de fiscalização
11/01/2012
Alerj cria lei para normatizar compras coletivas