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O mapeamento das principais áreas de risco, os pontos de abrigos preventivos e a conscientização da população, essas são alguns pontos importantes do Plano Verão da Defesa Civil para amenizar as conseqüências das chuvas desta época do ano.
Na quinta, três de dezembro, representantes da Defesa Civil, autoridades e moradores participaram de um evento realizado no Salão Azul da Prefeitura. Durante o encontro, o comandante da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, Roberto Robadey, apresentou de forma detalhada o plano de prevenção desenvolvido pelo órgão.
- Num primeiro momento pensamos nos abrigos preventivos para que a população tenha um local seguro para passar o período da chuva. Pensamos também em abrigos específicos para desabrigados que tiveram suas residências comprometidas por conta das chuvas, salientou.
Segundo levantamento da Defesa Civil, o município conta atualmente com dez áreas de risco: Alto de Olaria, Loteamento Barroso, Cordoeira, Village, Lazareto (São Cristóvão), Riograndina (Alameda Formigão e Estrada Riograndina-Banquete), Alto do Floresta, Floresta e Olaria. Segundo o comandante da Defesa Civil seriam necessários R$ 18 milhões para resolver os problemas desses locais.
Nesse ano, o órgão iniciou o levantamento de outros locais com algum tipo de problema, como os bairros Rui Sanglard, Loteamento Progresso, Estrada de acesso à Granja Spinelli, Jardim Califórnia, Jardim dos Reis, Jardinlandia, Morro do Teleférico, São Geraldo e Vila Nova.
O coronel Roberto Robadey acredita que existam de seis a oito mil pessoas vivendo em área de risco no município. Segundo ele, a Defesa Civil trabalhará com sistema de alerta para informar a população sobre as chuvas de final de ano.
- Quando chove mais de 80 milímetros em Nova Friburgo temos problemas. Por isso vamos trabalhar com o monitoramento das chuvas e com a previsão de chuva. Portanto, quando identificarmos que a estimativa vai ultrapassar o limite de 80mm em 24 horas iremos emitir um alerta com no mínimo doze horas de antecedência. Utilizaremos os meios de comunicação para que toda a população fique informada, explicou.
Abrigos emergenciais
A Defesa Civil pretende desenvolver neste ano o abrigo emergencial em escolas nos bairros que são áreas de risco. Segundo o Roberto Robadey, a idéia é que em caso de fortes chuvas a população tenha um lugar seguro para passar o período.
- Temos um plano de abrigos emergenciais localizados geralmente mais próximos da residência das pessoas. Se tivermos uma situação maior estamos preparados para mobilizar abrigos maiores. Se entrarmos em situação de emergência vamos acionar os seis abrigos que chamamos de centralizadores, salientou.
Ocupação irregular
O coronel Roberto Robadey acredita que um dos principais problemas são as encostas e principalmente as casas construídas irregularmente. Algumas moradias estão sem a estrutura adequada. Isso nos preocupa, pois foi o que provocou óbitos no passado. Uma casa pode ser construída novamente, mas a vida de uma pessoa não.
A Defesa Civil conta atualmente com dezenove funcionários, sendo que foi pedido um reforço de mais dois colaboradores para auxiliar no atendimento a população.
PLANTÃO
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