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Uma mistura de Samba, Rock, MPB, Jazz e Pop esse são alguns dos estilos tocados pela cantora friburguense Emanuela Cordeiro (Manú Cordeiro) que realizou show na noite de sábado (21 de setembro) na Praça Dermerval Barbosa Moreira, no Centro. A apresentação foi uma das atrações do evento sobre à diversidade sexual da cultura LGBT.
Durante entrevista exclusiva concedida ao repórter Rafael Seabra, a cantora Manú Cordeiro abordou sua paixão pela música, destacou as dificuldades que enfrentou para se destacar na profissão e analisou o mercado da música no Rio de Janeiro.
Confira abaixo a entrevista:
Você começou muito cedo no mundo da música, como começou essa paixão?
Com dezenove anos jogava vôlei e comecei a cantar nas quadras quando algumas pessoas me chamaram para montar uma banda que tocava pop rock nacional e internacional. Comecei no conjunto cantando fiquei quatro anos, mas depois tivemos alguns problemas. Por isso, resolvi aprender violão e investir na carreira e graças a Deus tudo tem dado certo.
Quais foram os desafios que você teve que superar?
Desafios todos nós enfrentamos ao longo de nossas vidas. Tenho às vezes dificuldade de fechar um cachê legal, pois algumas pessoas chegam e dizem que um outro cantor está cobrando um determinado valor para fazer um show e tentam me convencer de cobrar o mesmo valor, mas confesso que nunca aceitei essa situação. Mesmo que não tocasse, o profissional precisa se valorizar.
Hoje você divulga seu trabalho no Rio de Janeiro. Qual é a diferença de tocar numa cidade como Nova Friburgo, em comparação com a capital ?
O Rio de Janeiro é muito grande e abre muitas portas para os profissionais. Hoje toco na Lapa, Ipanema, Barra e para mim está sendo maravilhoso. Estou conhecendo músicos e muitas pessoas interessantes. Apesar disso, amo Nova Friburgo de paixão e quero tocar muito mais aqui.
Pretende voltar para Friburgo para trabalhar na sua área ?
Profissionalmente acho muito difícil, pois depois que fui para o Rio tive uma dimensão de oportunidades. É muito difícil você viver de música em Nova Friburgo. O que cobro às vezes no Rio não é a realidade em Friburgo.
Em quais cantoras você se espelha?
Me espelho na cantora Amy Winehouse. Eu adoro ela, apesar de estar se perdendo com o vício. Essa cantora me deu uma influencia muito grande. A outra cantora que gosto muito é a Cássia Eller, indiscutivelmente muito boa.
O que é a música para você?
A música para mim é vida é o meu trabalho e não vivo sem ela. Apesar de sabermos que é difícil vier de música, estamos batalhando a cada dia.
Você consegue viver apenas da música?
Hoje estou vivendo apenas da música que é uma coisa muito difícil, mas com muito empenho venho conseguindo ganhar dinheiro apenas do meu trabalho artístico.
Como seria você sem a música ?
Não seria nada, pois a música além de ser um trabalho é uma terapia para mim. Em todas as coisas boas ou ruins que aconteceram na minha vida, a música sempre esteve presente.
Existe previsão para você lançar um CD?
Tenho um repertório próprio, porém vejo que ainda não é a hora de chegar e mostrar esse trabalho. Ano que vem pretendo começar a trabalhar pela gravação de um CD.
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