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No primeiro dia da Semana da Comunicação 2009, a Universidade Estácio de Sá recebeu o repórter do jornal Extra Fernando Torres. Formado na primeira turma de Comunicação Social no campus Friburgo, o ex-aluno, agora professor da instituição em Madureira, destaca a importância da prática nos laboratórios fora o exigido nas disciplinas curriculares, você pode saber que tem um mega potencial, mas precisa produzir para mostrar o quanto pode para as outras pessoas.
Para o repórter, a faculdade deve ser levada a sério desde o início e os trabalhos devem ser feitos com dedicação para que o aluno tenha o que apresentar quando recém-formado. O estudante não pode achar que sua carreira só começa quando recebe o diploma. A carreira jornalística começa desde o primeiro dia de aula.
Como aluno, Fernando colaborava nos laboratórios da universidade, e passou pela Rádio Estação e Mídia Impressa. Neste último foi coordenador - após formado - e implantou a parceria da Estácio com a Friweb, possibilitando o nascimento do Friweb/Estácio Notícias.
Com passagem pela TV Serra Mar, Groove Propaganda, Jornal O Momento, TV Zoom, assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Rio, Rádio Sucesso, entre outros, hoje atua como repórter do projeto Extra 3G, a grande diferença de trabalhar em um veículo da cidade grande é a cobrança, a repercussão da notícia e a busca pela exclusividade.
Um repórter 3G sai todos os dias da redação do jornal com um notebook e um celular e produz (texto, vídeo, foto), edita e envia, direto da rua para a redação, as matérias que vão alimentar o site durante o dia e a edição de amanhã do Extra. A rotina de um repórter já é acelerada, de um repórter 3G é alucinante, disse o convidado.
Em fevereiro desse ano Fernando Torres lançou o boneco João Buracão, criado por um borracheiro de Marechal Hermes como forma de protesto contra um buraco que existia há dez anos na Rua Piraí.
No dia seguinte a publicação da matéria, a secretaria de obras autorizou o conserto da rua e João Buracão logo se tornou um personagem popular que em seis meses ajudou a cobrir indiretamente 160 mil buracos na cidade do Rio de Janeiro e região.
A popularidade do boneco fez com que as prefeituras passassem a investir mais na manutenção das ruas antes que João Buracão chegasse até os locais e a situação irregular se tornasse notícia. A redação do jornal elegeu o personagem como fiscal das obras das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.
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