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Há exatos oito anos, o mundo acordou diferente. A covardia terrorista, fruto do fanatismo religioso e étnico, afronta a todos nós. Sobretudo no que diz respeito às condições que o terror estabelece na luta pela liberdade religiosa, econômica, territorial e cultural. A covardia é o terrorista ser considerado, em sua cultura, um mártir. Não entendemos, nem entenderemos jamais. Pelo contrário, nós ocidentais, cristãos ou não, consideramos o suicídio a pior das faltas perante Deus. De forma que fica desigual. Portanto, primeiramente, há uma questão mal resolvida, em relação a Deus. Quem estaria melhor servindo os anceios divinos, os que morrem por ele ou os que vivem por ele?
Muitas vidas humanas foram tiradas nos ataques de 11 de Setembro: 265 pessoas morreram nos aviões, pelo menos 2.752 pessoas, sendo 242 bombeiros, no World Trade Center e 125 no Pentágono. Ou seja, 3.234 pessoas morreram. Além das torres gêmeas de 110 andares doWTC, cinco outras construções nas proximidades e quatro estações subterrâneas de metrô foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou desmoronando.
O mundo desmoronou frente a cenas que, anteriormente, só tinham sido assistidas nas mentirosas aventuras cinematográficas de Hollywood.
Os ataques tiveram um impacto destruidor, também, nos mercados norte-americanos e mundiais. A Reserva Federal Americana reduziu temporariamente seus contatos com bancos pela falta de equipamento perdido no distrito financeiro de Nova York. Em horas recuperou o controle sobre o sinistro de dinheiro, com a consequente liquidez para os bancos. As bolsas New York Stock Exchange (NYSE), American Stock Exchange e NASDAQ não abriram em 11 de setembro e permaneceram fechadas até 17 do mesmo mês. Os sistemas do NYSE não foram danificados pelo ataque, mas os danos nas linhas telefônicas do sistema financeiro do World Trade Center impediram seu funcionamento.
Em 17 de Setembro de 2001, quando os mercados reabriram, a maior queda desde a grande depressão, o índice Dow Jones caiu 684 pontos (-7,1%), até 892,0, em sua maior queda em um só dia. Ao final da semana, o Dow Jones tinha perdido 1369,7 pontos (-14,3%), sua maior queda em uma semana.
Perdas consideráveis ocorreram no setor aéreo, o espaço aéreo norte-americano permaneceu fechado durante vários dias pela primeira vez em sua história, e em vários países como Canadá. Após sua reabertura, as companhias aéreas sofreram uma diminuição significativa em seu tráfico. Estima-se que o negócio perdeu cerca de 20% de seu tamanho, e os problemas financeiros das companhias aéreas norte-americanas se agravaram, dando lugar a uma crise econômica. Mas não só o setor aéreo, o de seguros, o imobiliário, ou seja todos os setores que desmoronaram junto com seus escritórios milionários no WTC. A crise econômica mundial dava seus primeiros sinais.
Vale destacar que o ingresso de estrangeiros nos Estados Unidos ficou seriamente restrito, resuzindo a entrada de pesquisadores, empreendedores e cientistas ao país, um atrator natural de talentos pelos investimentos que tradicionalmente faz.
Guerra contra o terror
Violência gera violência. Assim aprendemos com os seres mais iluminados que já passaram por nosso planeta. Nossos pais nos dizem isso. Porém, não é assim que pensam os governantes do mundo. É difícil entendermos a lei de ação e reação que se desenrolou depois dos ataques terroristas ao WTC. Ao mesmo tempo, é fácil entendermos que a destruição das torres gêmeas é uma ótima oportunidade de revermos os conceitos políticos e econômicos adotados pelo mundo. Mas não. Não pensamos em mudanças, e pior, as grandes potências econômicas mundiais continuam lutando para que, cada vez mais, haja uma busca insana pela riqueza material, conquista de poços de petróleo alheio, imposição de uma falsa democracia e estupros culturais.
Desta maneira, a guerra contra o terror não passa de uma nova forma de acumular poder e capital. Haja vista que pouco se faz, realmente, para impedir os terroristas de agir. Pelo contrário, os ataques terroristas, pelo mundo afora, aumentam a cada dia, como vemos nos noticiários. Para entendermos o motivo de centenas de vidas inocentes serem tiradas, diariamente, pela guerra contra o terror, precisamos nos reportar à realidade brasileira.
Em analogia à guerra do tráfico no Rio de Janeiro, os EUA quiseram tomar todas as bocas de petróleo do Oriente Médio. Na medida em que os americanos tomavam as bocas de petróleo, submetendo outros países à guerra e a novos modelos econômicos, políticos e culturais, é plausível que uma retaliação não tardaria a acontecer. Evidente, porém pouco convincente. Governantes do mundo e chefões do capital ignoraram a retaliação, que chegou em forma de terrorismo, e trataram logo de declarar guerra ao terror, guerra ao Iraque, guerra de Israel, Coréia do Norte, Irã, guerra do Afeganistão. Não vão acabar com o terrorismo gerando terror. Pouco se pensou depois da série de ataques suicidas nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001. A paz mundial, hoje, é uma probabilidade quântica.
PLANTÃO
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