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Jogando de forma equilibrada e sem dar chances ao adversário, o Brasil derrortou a Itália por 3 a 0 com gols de Luis Fabiano (2) e Dossena (contra), garantindo sua classificação em primeiro lugar no grupo B da Copa das Confederações e de quebra mandando a Azurra mais cedo para casa. Os EUA ficaram com a segunda vaga para as semifinais após fazer 3 a 0 no Egito.
Brasil domina o clássico
Em campo, nove títulos mundiais em um dos maiores clássicos do futebol. Trinta e nove anos depois da histórica vitória por 4 a 1 que deu o tricampeonato mundial ao Brasil no México, a seleção voltou a arrasar os italianos. O time de Dunga entrou em campo com algumas mudanças: Ramires ganhou a vaga de Elano no meio e nas laterais Maicon e André Santos foram mantidos.
Desde o início, os brasileiros mostraram maior organização em campo. Os italianos até atacaram por duas vezes com Camoranesi e Pirlo, mas foi só. Logo aos 5 minutos, Ramires, após bom passe de Luis Fabiano, acertou a quina da trave de Buffon que salvaria novamente quando o Fabuloso dominou bola entre dois marcadores, obrigando o camisa 1 italiano a sair em seus pés de forma corajosa. O Brasil seguia bem na frente e atrás, onde Dunga foi obrigado a mexer aos 23 minutos, quando Juan sentiu dores na coxa esquerda após dividir a bola de carrinho. Em seu lugar entrou Luisão.
Nada que atrapalhasse a seleção. Aos 32 minutos, Lúcio acertou a trave italiana em chute cruzado, após passe de Ramires. Aos 37, o gol finalmente saiu: Maicon arriscou de longe e a bola saiu fraquinha, mas Luis Fabiano conseguiu dominar no meio do caminho e tocar sem chances para o goleiro italiano. Seis minutos depois, o segundo gol do camisa 9 brasileiro após completar bela tabela entre Robinho e Kaká que rolou para o meio da área onde o novo artilheiro da Copa - ao lado de Villa e Torres, ambos da Espanha - só completou.
O golpe de misericórdia não demorou: aos 45 minutos, Robinho arrancou pela esquerda e cruzou para Ramires que entrava sozinho pelo meio da área. Porém, antes da bola chegar ao meia cruzeirense, Dossena desviou para as próprias redes. Era o fim do primeiro tempo com massacre verde e amarelo.
Brasil garante vitória na segunda etapa
Na segunda etapa, o Brasil continuou investindo nos contra-ataques e administrou a vitória. A Itália partiu para cima em busca de diminuir o prejuízo mas de forma desordenada e dando muitos espaços atrás, onde Robinho, Ramires e Kaká puxavam perigosos contra golpes. Em um deles, aos 10 minutos, Robinho quase marcou batendo a direita do gol. A Azurra ameaçava principalmente em chutes de fora da área como o de Rossi aos 18 minutos, fazendo Julio Cesar trabalhar.
Nos três minutos seguintes, mais duas chegadas perigosas: uma em chute de Gilardino dentro da área e outra em tentativa de Pepe, em voleio após tabela com De Rossi ambas defendidas pelo camisa 1 brasileiro. O Brasil voltou a assustar com Kaká em chute de fora da área passando perto da trave. A tensão italiana aumentava à medida que o tempo passava e os EUA marcavam os gols contra o Egito.
Aos 30 minutos, a melhor chance: Julio César saiu da área para disputar bola com Gilardino e perdeu, mas o ataque italiano demorou a chutar e a zaga brasileira afastou com Felipe Mello. Precisando de apenas um gol, a pressão seguiu até o fim mas não teve jeito.
As semifinais acontecem a partir de quarta, quando a Espanha encara os EUA, grande surpresa da competição. O time de Dunga enfrenta agora a anfitriã África do Sul do técnico Joel Santana, na quinta feira.
EUA dominam Egito
O futebol é mesmo uma caixinha de surpresa, como diz o ditado popular. Após a vitória sobre a Itália, o campeão africano Egito aparecia como franco favorito contra os EUA, mas quando a bola rolou os norte-americanos em grande atuação do meia Dempsey - que jogou a última temporada pelo Fulham - dominaram amplamente a equipe egípcia e venceram por 3 a 0.
Perdido em campo, talvez pela mudança do treinador que alterou o esquema de três zaguerios, o time egípcio parecia apático e permitia o toque de bola dos Estados Unidos, que tentava as jogadas de linha de fundo com os laterais e faltas próximas a área para os cruzamentos do meia Donovan. Aos 21 minutos da etapa inicial, Davies aproveitou um bate-rebate na área e chutou para abrir o placar.
Segundo tempo: EUA fazem os gols de sua classificação
Beneficiado pela vitória do Brasil sobre a Itália, os EUA precisavam de mais dois gols para se classificarem, enquanto as derrota por um ou dois gols classificava o Egito, desde que a Itália continuasse a perder por 3 a 0 para o Brasil. A ampla posse de bola dos EUA, que dominava o meio-campo, surtiu efeito aos 17min. No contra-ataque, depois da triangulação envolvente, Donavan passou para Bradley que chutou no canto para marcar o segundo gol. Aos 25min, Dempsey, melhor em campo, escorou a bola cruzada da direita no canto direito de Al Radary para decretar a grande vitória dos EUA.
Nos quinze minutos finais, o Egito tentou a pressão, mas sem sucesso. E - com os mesmos três pontos de Itália e Egito, mas com maior número de gols marcados - os Estados Unidos - campeão da Concacaf - seguem com chances de levantar o troféu da Copa das Confederações.
PLANTÃO
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