agenda fotos vídeos notícias revista turismo cinema empresas anuncie

Pré-Sal: solução financeira ou problema ambiental ?

por: Helcio Founier

Descobertas recentes de petróleo a sete mil metros abaixo da superfície do mar podem alçar o Brasil a um status de potência petrolífera e econômica e ainda tornar o nosso país uma das maiores potências do aquecimento global.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, no Brasil, parcela representativa da demanda energética é atendida pelos combustíveis derivados de petróleo e gás natural, sendo que o petróleo responde por quase 90% do consumo no setor de transportes. O país possui cerca de 29 bacias sedimentares onde, das reservas de petróleo identificadas, 90% estão no mar. A conciliação da exploração e produção de petróleo com a conservação ambiental requer instrumentos de controle ambiental específicos de modo a prevenir e/ou mitigar os danos ambientais decorrentes da atividade.

Os impactos ambientais potenciais da indústria petrolífera são variados, sendo os mais conhecidos da população aqueles associados aos vazamentos nos petroleiros e terminais de petróleo, que provocam a contaminação e degradação ambiental de mares e praias. Entretanto, outros impactos ambientais são inerentes à atividade, que pode provocar: alterações da qualidade da água e contaminação de sedimentos marítimos, interferência com rotas de migração e período reprodutivo de cetáceos, quelônios, sirênios e grandes pelágicos; interferência em áreas coralíneas, manguezais e na atividade pesqueira artesanal.

A perfuração marítima pode ocasionar impactos relacionados à toxidade dos fluídos de perfuração, deposição de cascalho no fundo do mar, principalmente em áreas de corais, além de vazamentos de óleo. Na fase de produção marítima podem ocorrer vazamentos e impactos associados ao descarte da água de produção, bem como impactos sobre a socioeconomia ocorrendo significativa mudança na estrutura e organização da sociedade regional pelo aquecimento da economia provocado pela indústria do petróleo.


Investimentos


No dia 30 de março de 2006, após investimentos de US$ 240 milhões, a perfuração do poço de Parati chegava ao fim. As brocas já haviam alcançado 7.600 metros de profundidade a partir do nível do mar e fora encontrado um campo gigante de gás e reservatórios de condensado de petróleo, um óleo leve.

Em julho de 2006, em outra perfuração feita na Bacia de Santos, a companhia e seus parceiros faziam uma nova descoberta. Quando a broca chegava a pouco mais de sete mil metros de profundidade foram identificados indícios de óleo abaixo da camada de sal, na área hoje batizada de Tupi.

Em novembro de 2007, a Petrobras comunicou ao presidente Lula que toda a área do pré-sal - que se estende por grande parte da costa brasileira - poderia conter um volume gigantesco de petróleo, configurando um novo modelo geológico de importância igual ou superior à Bacia de Campos. Além de Tupi, as posteriores confirmações das jazidas de Júpiter e Carioca foram listadas entre as grandes descobertas feitas no mundo.


Interesses não só nacionais


A descoberta do campo de Tupi, por exemplo, única área do pré-sal cujas reservas foram dimensionadas por meio de testes de produção até o momento, foi feita por um consórcio que inclui a britânica BG (que vai ficar com 25% do que o campo produzir), a portuguesa Galp Energia (que ficará com 10%) e a Petrobras (que terá direito a 65%). O mesmo acontecendo com os outros campos, com percentuais e empresas diferentes.Já foram descobertos no Pré-Sal da Bacia de Santos os campos de Iara, Carioca, Júpiter, Caramba, Bem-Te-Vi, Parati, Guará e Ogum.

Uma estimativa feita pelo Credit Suisse, fala em algo entre 30 e 50 bilhões de barris - o que já aumentaria em cerca de quatro vezes as reservas provadas brasileiras, que contavam com 12,1 bilhões de barris em janeiro deste ano. Mas os números podem ser ainda maiores. Alguns acreditam que o pré-sal poderia esconder no mínimo 100 bilhões de barris - o que colocaria o Brasil em 6º lugar entre as maiores reservas de petróleo do mundo.

O ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Newton Monteiro, afirma que o pré-sal pode guardar 338 bilhões de barris, o que faria do Brasil o maior detentor de reservas provadas do mundo, superando de longe a Arábia Saudita - hoje com 264 bilhões de barris.

Para efeito comparativo, se o preço por barril de petróleo cair para US$ 100 dólares, os 338 bilhões de barris dariam uma renda em potencial de US$ 33,8 trilhões de dólares. Quase três vezes o PIB dos Estados Unidos ou 19 vezes o PIB brasileiro.


Petróleo como solução problemas


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou em discurso para gerentes da Caixa Econômica Federal (CEF), que os recursos obtidos com a exploração em águas ultraprofundas ajudarão na erradicação da pobreza em um prazo inferior a 18 anos.

Segundo a ministra, "com o Bolsa Família, com a infra-estrutura e com a questão da educação vamos levar uns 15 a 18 anos para acabar definitivamente com a miséria e com as diferenças e as desigualdades gritantes do país. Nós iremos usar esses recursos (da exploração do Pré-Sal) para encurtar o processo".

Definitivamente, basta o governo brasileiro prestar contas de todo o dinheiro público desviado para contas bancárias particulares de políticos e empresários corruptos, nos últimos quinze anos, para acabar definitivamente com a miséria e com as diferenças e desigualdades gritantes do país.  Isto nunca feito. Quem não se lembra da famosa frase crescer para dividir, argumento usado por uma elite brasileira que algumas décadas atrás pregava que os recursos seriam mais bem distribuídos entre todos os brasileiros se fossem maiores. Décadas depois, a falácia fica clara ao vermos o Brasil como o país mais desigual do mundo. Agora querem que acreditemos em outra falácia, a de que o dinheiro do Pré-Sal vai resolver os problemas sociais do país.

E ainda pior, querem que o Brasil se torne o maior aquecedor do planeta, priorizando a extração e tudo leva a crer o consumo do petróleo, um combustível fóssil, como fonte de energia. No dia 14 de Agosto de 2008, o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse: "Deus deu o Pré-Sal para o Brasil não fazer mais burrice".

É o que nos resta!



Emanuel Mello   |   16/10/2010 - 21:04

Simplesmente isso, o Brasil está seguindo o mesmo caminho dos países desenvolvidos! Vamos poluir nosso ar, degradar nossas aguas abundantes, acabar com nossas florestas e biodiversidades! Precisamos mudar esse pensamento de desenvolvimento! Se um país que tem o tamanho e biodiversidade como o Brasil seguir esse caminho... NÃO TERÁ VOLTA! Precisamos pensar no futuro! Será isso mesmo que queremos? aposto que não.
vamos mudar, pelas proximas geraçãoes!!!!
Emanuel Mello   |   16/10/2010 - 21:14

Eu irei mudar isso!!! no momento eu tenho 16 anos.
Num futuro proximo, lutarei por uma revolução politica, sustentavel, e social do nosso país, e do mundo!
Mudarei tudo que acho que está errado!
Sei que agora vcs não entenderao, esperava isso. Mas saibam que a REVOLUÇÃO ESTÁ CHEGANDO, é inevitavel!
Nunca se esqueçam, vcs irao ouvir falar muito de EMANUEL MELLO! AGUARDEM.
Daiane   |   07/04/2011 - 17:33

nossa emanuel, que idéias socialista...
vai ser revolucionario??
hashahshahshahsa

Leia o que já foi publicado sobre Artigo:

  • A Copa, o legado e a visão pessimista     08/03/2014
  • Por que Frisão?     27/01/2014
  • Bom Senso e o senso de um olhar só     23/10/2013
  • ARTIGO: Passamos pelo teste que venha o desafio da Copa do Mundo     02/07/2013
  • Vocês querem fazer parte dessa massa?     17/06/2013
  • Os três poderes: de Montesquieu até Renan Calheiros     05/06/2013
  • Brasil, uma ilha da fantasia     07/05/2013
  • Educação ou punição?     06/05/2013
  • Visão nanica do futebol     02/05/2013
  • Madureira atrapalha o Frisão     16/04/2013


    Leia o que já foi publicado sobre Pré-Sal:

  • Palestra: O Petróleo tem que ser Nosso     30/11/2009
  • Os desafios do Brasil na área de Petróleo     05/10/2009
  • Diretor da Petrobrás realiza palestra em Nova Friburgo     02/10/2009
  • Estácio: inscrições abertas para os Cursos de Verão     16/02/2009
  • Nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos     26/05/2008


  • Estácio de Sá