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Eram meados da década de 50, quando influenciados pelo samba, jazz e música clássica, um grupo de jovens da zona sul do Rio de Janeiro se reuniu e deu origem ao movimento que seria a marca da música nacional no exterior, a Bossa Nova.
Uma batida requintada, acordes dissonantes e linhas melódicas sem o peso das canções do pós-guerra fizeram da Bossa Nova o nosso estandarte para o mundo.
Neste ano de comemoração do cinqüentenário da Bossa, foi lançado o filme Os Desafinados, de Walter Lima Jr. Além do filme, concertos serão realizados em todo o país homenageando a Bossa Nova e seus poetas.
Bossa Nova surgiu em 1958
Na efervescência do movimento que surgia, os jovens João Bosco, Roberto Menescal, Carlos Lyra e outros se reuniam na casa da então desconhecida Nara Leão. E foi desses encontros que surgiram as primeiras composições do gênero.
A primeira mostra de que o ritmo emplacaria foi em maio de 1958, quando a cantora Elizeth Cardoso lançou o álbum Canção do Amor Demais, exclusivamente dedicado a músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Deste ponto, foi um passo até o mês de agosto do mesmo ano, quando João Gilberto, considerado o papa do movimento, lançou um compacto contendo as canções Chega de Saudade de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e Bim Bom de própria autoria. Este compacto é considerado pela crítica como o nascimento oficial da Bossa Nova.
No ano seguinte, João Gilberto lançou o álbum Chega de Saudade, em que a faixa título, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, teve mais de cem regravações. Neste álbum, a Bossa Nova se fixa como novo estilo, abrindo portas para os talentos de Baden Powell, Johnny Alf, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Stan Getz, Nara Leão, Toquinho e tantos outros.
Grande parte do repertório clássico do estilo se deve à parceria de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, os dois compuseram, entre outros sucessos, Garota de Ipanema, a canção brasileira mais conhecida em todo mundo, depois de Aquarela do Brasil. É também de Tom Jobim, em parceria com Newton Mendonça, as canções Desafinado e Samba de uma nota só, dois outros sucessos do gênero.
Com o passar dos anos, o movimento que era considerado da elite cultural foi se popularizando e conquistando de vez o público nacional. Em 1962, o estilo conquistou o mundo, com rapazes talentosos e músicas muito bem arranjadas, os brasileiros Tom Jobim, João Gilberto, Agostinho dos Santos, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Chico Feitosa, Normando Santos, Milton Banana e Sérgio Ricardo fizeram um concerto no Carnegie Hall em Nova Iorque e consagraram de vez a Bossa Nova para o mundo.
Em meados dos anos 60, o gênero sofreu uma cisão, pois alguns músicos como Edu Lobo, Dorival Caymmi e Marcos Valle, motivados pela política nacionalista, passam a criticar o estilo por causa da influência do Jazz americano. Nesta fase foi lançado o antológico álbum Os Afro-sambas de Vinícius de Moraes e Baden Powell.
Depois disso, com a chegada dos festivais da canção, surge a MPB, movimento mais livre, que admitia da Bossa Nova à Tropicália, e o estilo acabou englobado. Neste novo movimento surgem nomes como, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muitos outros.
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