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A banda carioca Los Hermanos se apresentou no sábado (29/04), durante a 23º Exposição Agropecuária de Petrópolis. O show marcou o retorno do grupo à região serrana. E não poderia ter sido melhor. Dando continuidade à turnê do disco 4, lançado no ano passado, os caras encontraram, no Parque Municipal de Itaipava, milhares de fãs alucinados dispostos a cantar todas as músicas com direito a coreografias e muitos gritos.
Os barbudos provaram que têm prestígio, mesmo sem marcar presença constante na mídia como na época de Anna Júlia, música responsável pela projeção nacional do grupo. Por falar nisso, quem foi ao show na expectativa de ouvir a tal canção, foi obrigado a se contentar com o novo repertório da banda. Sem dúvida, é bem melhor do que o antigo, no qual o grudento refrão Oh!!!Anna Júliaaaaaa era o comandante.
Na cidade serrana, a banda Los Hermanos tocou as principais músicas da fase pós-Anna Júlia: Todo carnaval tem seu fim, A flor, Cara Estranho, O vencedor, além dos novos hits Condicional e O vento, sucesso incluído na trilha sonora na novelinha Malhação da Rede Globo. Também subiram ao palco, no sábado petropolitano, as bandas Forfun e Monobloco. Os Hermanos não subiam a serra para fazer shows desde 2002, quando tocaram em Nova Friburgo, no falecido Friburgo Festival. Naquela ocasião, o grupo apresentou a turnê do segundo disco, Bloco do eu sozinho, lançado em 2001.
Repórter nunca desiste
Chegar um pouco mais perto de Marcelo Camelo exigiu habilidade comunicativa. Tive que conquistar, na lábia, o segurança paredão na entrada do portão em frente ao camarim. Não portava credenciais para ter acesso aos bastidores. Devido à gentileza dos armários em forma de homens, minha primeira tentativa resultou em frustração. Contudo, eu não podia desistir estando tão perto. Queria somente bater um papo com os caras e esclarecer algumas dúvidas. Por que a banda demora tanto para fazer shows no interior?
Repentinamente, chegou um casal dizendo ser parte de um fã clube da banda. Foi a minha oportunidade. Arrisquei dotes de Indiana Jones e passei pelo portão. Enfim, consegui. E, claro, agradeci ao segurança que, minutos antes, quase me batera. Pronto. Estava a poucos metros da banda. Os hermanos foram simpáticos e acessíveis. O tecladista Bruno Medina já tinha ido embora. De acordo com o baterista Rodrigo Barba, a namorada de Medina mora em Petrópolis. O rapaz não é de ferro, né? O mesmo Barba explicou que a banda não faz muitas apresentações no interior fluminense porque é difícil negociar com os organizadores de eventos da nossa região. Ele disse que bom mesmo é assistir a um show hermano na capital e citou a Fundição Progresso (casa de shows situada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro) como um lugar bacana. Por falar nisso, eles tocam lá no dia 13 de maio.
Os vocalistas e compositores Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante mostraram extrema simpatia. Tiraram fotos, autografaram encartes e ouviram cada fã (eu estava lá). No meio da galera, encontrei o Liminha, produtor de artistas como Titãs e Kid Abelha. Acho que ele estava lá por causa do Forfun. Forfun? Nunca ouvi falar. Será que eles também foram barrados pelo segurança?
PLANTÃO
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